Nada mais correto que chamar para ajudar na mantença de uma criança seus avós, sejam eles maternos ou paternos, quando seus pais não conseguem sozinhos oferecer-lhe condições mínimas adequadas para sobreviver, estudar, morar dignamente.
Ainda mais quando um ou todos os avós possuem patrimônio e renda que possibilitam a prestação de pensão alimentícia ao neto menor de idade carente desse apoio material.
O que geralmente acontece em uma separação é o filho menor ficar com a mãe, que acaba arcando com todas as despesas de custeio da criança, que, não obstante ter sido beneficiada com a determinação judicial de prestação alimentícia por parte de seu pai, se vê abandonada materialmente, e até emocionalmente, por ele.
Assim, a única saída é chamar os avós para ajudarem na mantença do netinho amado. Todavia, o que poderia ser decidido rapidamente, em uma conversa amena, pois o que se almeja é o bem-estar de uma criança, acaba se transformando em um processo judicial carregado de mágoas, culpas, ressentimentos, culminando com o fim de qualquer possibilidade de diálogo, rompendo-se definitivamente o vínculo afetivo que um dia existiu entre a família.
Em vez de fazê-lo com amor, os avós acabam com raiva de quem pediu a pensão, em geral a mãe da criança, gerando um enorme mal-estar entre todos. O único prejudicado na estória toda? O neto, que passa a ser vilão, quando deveria ser protegido e acolhido no seio familiar.